A polêmica da IA na animação: até onde a tecnologia pode ir?
Por N! Múltiplas Soluções em Marketing
3 de abril de 2025
Se você passou um tempinho nas redes sociais nos últimos dias, com certeza viu a nova trend que está viralizando: um filtro de inteligência artificial que transforma fotos em animações no estilo inconfundível do Studio Ghibli. E, como acontece com toda tendência que explode, a galera foi no embalo sem pensar muito sobre o impacto disso.
Aqui na N!, estamos sempre atentos às inovações e novidades do digital, mas uma coisa que a gente nunca deixa de lado é o olhar crítico sobre o impacto dessas tecnologias. Quando falamos de IA na arte, os debates vão muito além da estética—estamos falando de originalidade, direitos autorais e, claro, o papel do humano na criatividade.
O que o Studio Ghibli acha disso?
Li uma matéria no Segundo Caderno do O Globo que trouxe um ponto superinteressante sobre essa trend. Goro Miyazaki, filho do mestre Hayao Miyazaki, expressou preocupação com essa apropriação da IA na animação. Para ele, por mais que a tecnologia avance, a inteligência artificial jamais substituirá a visão artística do seu pai.
E faz todo sentido. O que torna os filmes do Ghibli tão especiais não é apenas o traço impecável, mas a sensibilidade, a profundidade emocional e a conexão com a cultura e a história japonesa. Isso não se copia com um clique.
A tecnologia é aliada, mas não protagonista
A verdade é que a tecnologia pode (e deve!) ser usada para impulsionar a criatividade, mas sem atropelar o que realmente importa: a autenticidade. No marketing, acompanhamos tendências o tempo todo, mas sempre com responsabilidade. Não é porque algo viraliza que significa que deve ser usado de qualquer forma.
E você, o que acha disso tudo? Já testou esse filtro de IA? Acha que a tecnologia pode substituir a arte feita à mão?
Texto por Nattalia Vinhas